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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Afogamento ou bombeiro?



Verão, praia céu azul, musica, tudo isso acompanhado de um grande massacre.
 Jovem, cabo-verdiano estudante em estados unidos da América, perdeu a sua vida esta sexta feira quando se encontrava de férias em cabo verde.
Eram por voltas das 15 horas que o mesmo foi dar um mergulho na Prainha.
Tudo estava perfeito, ate se afogar, e não foi socorrido a tempo.
Cerca de 10 pessoas que estavam no local, ligaram para o bombeiro, onde ouviram poucas e boas do mesmo.
Depois do jovem ter sido transportado para o hospital, os palhaços chegam ao circo, mas atrasado porque o circo já tinha sido fechado.
Para quê é que os cabo-verdianos pagam impostos? Para morrerem na praia por falta de socorro.
No ritmo em que a banda do bombeiro esta a tocar quem vai dançar somos nós cabo-verdianos.
Cabo verde não precisa do bombeiro se não temos profissionais qualificados para desempenharem a sua função.
A pergunta que não quer calar, até quando e quantas vidas vão ser perdidas por falta do profissionalismo do bombeiro.

Cabo Verde no top 10 do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa


Cabo Verde é um dos dez países que mais respeita a liberdade de imprensa, entrando assim para o top do ranking mundial da liberdade de imprensa.
         De acordo com o mais recente relatório da organização internacionais repórteres sem fronteiras, divulgado no dia 25 de Janeiro de 2012, Cabo Verde, ocupa a nona posição dos países que mais tem liberdade de imprensa.
      O relatório diz ainda que em 2011 encontramos mais países Africanos no top 50 e top 100.
      Cabo verde que em 2010 ocupava 26ª posição, agora encontra na 9ª posição. Uma democracia saudável, e um modelo de boa governação, onde a alternância faz parte da vida política, foram os critérios utilizados para a sua classificação no ranking.
      França, EUA, Itália e Reino Unido países de democracias históricas mereceram cartão vermelho com registo de jornalistas presos e alvo de agressões policiais.

    OS EUA desceram da 26ª posição para a 47ª com jornalistas sujeitos a prisão e agressões policiais quando cobriam contestações de rua promovidas de organizações radicais.
      Ambroise Pierre responsável pelos assuntos Africanos dos RSF DIZ que os títulos têm toda a liberdade deduzindo assim existir uma verdadeira tolerância das autoridades em relação aos jornalistas.
     Noruega, Finlândia, estónia, Holanda, Áustria, Islândia, Luxemburgo, suíça, cabo verde, e Canadá ocupam os dez primeiros lugares onde os jornalistas têm mais liberdade de exercerem a sua profissão.
     Coreia do norte, síria e Irão ocupam os últimos lugares da lista.

Exame à vista


Depois de um semestre de trabalho, chegou a hora da avaliação final dos alunos da universidade Jean Piaget de caboverde.
 Uma época de muito esforço, muito cansaço, os alunos mostram-se preocupados com o exame e fazem de tudo para alcançarem uma boa nota.
Livros, pesquisas, aulas de reposições, são conjuntos de ferramentas indispensáveis para garantirem um bom exame.

Antes de efectuarem o exame os discentes tem de conferir se o nome consta na lista e só depois dirigir para a sala onde está inserido.

Nas salas pode se verificar um número reduzido dos alunos, devido ao atraso das propinas nem todos tiveram o acesso ao exame. A cada sala há um docente responsável para a vigilância dos alunos, durante o tempo que gastam para fazerem o exame.

Testes, trabalhos, aproveitamento na sala de aula, todos contam para 60%da nota final que é avaliado como nota intercalar. Os outros 40% têm de ser batalhados no exame. Mas quem tem uma nota muito baixa no intercalar o trabalho é redobrado.

Aqui se constrói muitos laços de amizades, mas na época do exame é cada um por si e deus por todos. Afinal quem planta acolhe.

Atropelamento faz mais uma vítima na capital


Uma criança de 9 anos de idade foi atropelada esta sexta-feira no palmarejo enquanto fazia o percurso da escola para casa.
Responde pelo nome de Nilton mora no palmarejo e faz o mesmo percurso todos os dias da escola para a casa. Durante uma brincadeira com os colegas no caminho, uma bola foi atirada na estrada, Nilton correu atras e foi surpreendido por um carro. Sorte dele é que estavam perto da rotunda e o carro não estava em alta velocidade. O menino foi evacuado de imediato para o hospital Agostinho Neto mais com ferimentos leve.
O índice de atropelamento continua a aumenta na capital, piões ou condutores de quem é a culpa?

Universitários passam por momentos difíceis


Estudantes universitários de outras ilhas e do interior de santiago, que residem na capital estão a passar por enormes dificuldades para poderem continuar os estudos.
São muitos espalhados por todas as universidades e um pouco por todo canto da cidade da praia que batalham para um futuro melhor. Casa, propina, transportes, alimentação, são alguns dos obstáculos que os universitários tentam ultrapassar para alcançarem os seus objetivos. Para muitos a solução é morar numa república onde podem dividir as despesas.
Ivandra Rodrigues, estudante da ilha brava, mora no Palmarejo numa república, estuda 4º ano da Economia e Gestão na universidade Jean Piaget deCabo Verde é mais uma que batalha pelos seus desejos. Segundo ela, vir ca estudar exige muita coragem. Longe de casa, família passou por muitas dificuldades com as despesas. Sorte dela é que conseguiu uma bolsa de estudos a dois anos o que contribui bastante na moderação das despesas.
Helton Morreira é um outro estudante que vem do interior e mora em Achada São Filipe. Para chegar a escola passa por dois transportes públicos. Diz ele que tudo complicou com o aumento do preço dos combustíveis e consequentemente aumento no preço dos transportes. Diz ainda que teve de deixar de visitar a família todos os fins-de-semana para diminuir as despesas. Tudo isso para garantir no futuro um emprego digno.

Modelo ou prostituta?


Grupo de garotas cabo-verdianas que trabalham como modelo na cidade da praia estão a prostituir-se nas ilhas de São Vicente, Sal e Boa Vista nos finais de semana.
Chefiada por um estrangeiro, a quadrilha viaja todos os finais de semana por diferentes ilhas com a farsa de participar num desfile. Na verdade as modelos vão é se prostituir nessas ilhas. Ficam hospedadas em hotéis 5 estrelas, frequentam restaurantes carros e andam em carros de luxo.
Isso é feito nas outras ilhas para continuar a manter a reputação da empresa que disfarça trabalhando com eventos na capital.
Umas já se podem ver a circular em carros de luxo na cidade da praia e a levar uma vida de rainha. Mas as rainhas batalham duro nos finais de semana, isso com clientes ricos e muitos deles turistas que vem para conhecerem cabo verde e agora também para se deliciarem das modelos.
    
Segundo as minhas fontes o patrão é estrangeiro e já vive a muitos anos em Cabo Verde. Tem uma empresa que é alargada por muitos ramos inclusive a de prostituição.
O tempo passou, os colonos foram embora, mas a escravatura voltou, agora para escravizar apenas as mulheres.

A crise mundial e o seu impacto em Cabo Verde


A crise financeira internacional foi desencadeada nos Estados Unidos, a partir da expansão do mercado imobiliário daquele país, iniciada em 2001, da fartura do crédito e da decisão do FederalReserve (FED) - o Banco Central americano - de diminuir os juros e incentivar empréstimos financeiros para fazer consumidores e empresas gastarem mais. Esse cenário aumentou a especulação financeira, e consumidores passaram a comprar casas não somente para ter um imóvel, mas também para fazer investimentos, revendendo a moradia a preços mais altos, tudo com dinheiro de empréstimos e crédito de bancos, empresas hipotecárias e financeiras.

A sua chegada em Cabo Verde
Com uma economia aberta dependente do exterior, particularmente do espaço europeu, Cabo Verde está a sentir os efeitos da crise financeira internacional. A crise tem tido impacto em Cabo Verde desde 2008 mas país continua a apostar na sua principal fonte de rendimento o turismo.
Um país onde muitas famílias sobrevivem das remessas dos familiares que trabalham no exterior. Essas famílias sentem na pele o peso desta crise. É o caso da Adriana Silva mãe de três filhos que sustenta a família com a remessa do marido que vive em Portugal. Segundo ela desde 2008 a situação só piorou, e as coisas estão cada vez mais difíceis visto que o marido não tem mais um emprego estável e as remessas vem se diminuindo.

As medidas de austeridade adoptadas pelo governo
Curiosamente, entre os  Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), Cabo Verde é considerado o país que possui as instituições políticas democráticas mais sólidas, reconhecido como um dos exemplos africanos no processo de desenvolvimento econômico e político, algo destacado no Prêmio Ibrahim de 2011de boa governação, concedido ao ex-presidente Pedro Pires por sua contribuição para a democracia, estabilidade e desenvolvimento.
O plano governamental para o próximo ano inclui uma reorganização das missões diplomáticas de Cabo Verde.  Isto significa que o governo pode fechar algumas representações no exterior, uma outra medida para reprimir os custos do orçamento estatal. Portanto, um redimensionamento na diplomacia cabo-verdiana, o que implicará o fechamento de missões no exterior.



sábado, 12 de janeiro de 2013

Unipiaget abre doze cursos de Mestrados

O Ministerio do Ensino Superior Ciência e Inovação acaba de autorizar a entrada em funcionamento de doze Mertrados o na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde.




Economia Aplicada, Empreededorismo, Gestão de Recursos Humanos e do Conhecimento,Engenharia de sistema de informatica, entre outros, são cursos que serão ofericidos à sociedade cabo-verdiana no decorrer deste ano9 lectivo 2012/2013.











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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Primeiros passos para o futuro

O jornalismo online cabo-verdiano está a dar os primeiros passos numa longa caminhada. Na perspectiva de Cabreras Ganzalez, podemos enquadrar o jornalismo online cabo-verdiano enquadra-se na segunda e terceira fase Web jornalismo.
A segunda fase, chamada do modelo adaptada em que os conteúdos ainda são os mesmos das versões escritas dos jornais, mas a informação é apresentada num layout próprio. Nesta fase começam a ser integrados links nos textos. O jornalismo online cabo-verdiano enquadra-se nessa fase porque esse ainda são os mesmos conteúdos dos impressos que são publicados no online.
A terceira fase chamada de modelo digital os jornais têm um layout pensado e criado para o meio online. A utilização do hipertexto e a possibilidade de comentar são presença obrigatória e as notícias de última hora passam a ser um factor de diferenciação em relação às versões em papel. O Web jornalismo cabo-verdiano enquadra também nesta fase porque nos jornais online cabo-verdianos, os leitores já podem comentar os textos, participando assim como uma fonte de informação.
Mas o nosso jornalismo online, em relação as hiperligações ainda estamos limitados. Os textos  não apresentam  qualquer  links que leva o leitor para além do que é visível no ecrã.

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Cabo Verde: que modelo e fases de jornalismo online
Caminhando para o web jornalismo

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um começo do online


Falar do jornalismo online em Cabo Verde, e falar de um inicio do começo online. Na perspectiva Mindy McAdams o jornalismo online inclui gráficos, animações, som e elementos que interactivos que não podemos incluir em versão impressa. Em CaboVerde ainda temos apenas textos e imagens que não apresentam qualquer tipo de hiperligações, é a copia do jornal impresso para o online.

LINKS

Os links levam os leitores a chegar as demais informações, o que faz com que a leitura seja não linear e mais fácil e atractiva. Mas o uso desta ferramenta ainda e muito fraco ou quase não se usa em Cabo Verde. 
Ao contrario do jornal impresso, o online pode oferecer cada vez mais informações aprofundadas. Segundo McAdans alem de aprofundar as informações, pode inclusive incluir todos os conteúdos de arquivo relacionado com uma matéria assim levando o leitor alem do que e visível no ecrã.

Na perspectiva McAdans ainda um bom jornalista do online é aquele que tem desejo de informar, deve ser especialmente cuidadoso e céptico porque o online é um meio rápido e há muitas chances de o jornalistas cometer enganos. Por ultimo o jornalista do online deve se sentir a vontade com os computadores. Esse lado do perfil de um jornalista em cabo verde ainda é desconhecido, visto que são os mesmos que escrevem para o impresso e que escrevem para o online.

INTERACTIVIDADE
Interactividade e quando o leitor interage com a fonte, em Cabo Verde ainda nos jornais onlines o usuario esta limitado apenas a comentarios.

A vantagem do online é que as notícias podem ser actualizadas de hora em hora e o impresso não. Por isso ela pode ser uma fonte de informação para outros órgãos de comunicação social.
Os órgãos cabo-verdianos já estão a usufruir deste meio como uma fonte de informação, chamando-a como revista de imprensa.
Podemos concluir que o jornal online é o meio mais rápidos de divulgação das noticias de todos os outros, mas em Cabo Verde mas ainda nota uma certa fraqueza.


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

A MENINA DO INTERIOR


A menina do interior,
não só pela localização geográfica
mas sim
pelo estatuto que o interior se encontra

pela inspiração encontrada no interior
pelos sentimentos sentidos no interior
pela vida do interior

A vida pode ser encontrada lá
fluindo do amor que vem de lá
da esperança que morra lá

será o interior tudo isso?
não mais do que penses e espere
um mar de amor
que é capaz de nos guiar ao caminho da felicidade.




MÃE


Mãe do homem, da mulher
Mãe do mundo,
Carrega o mundo consigo
Nove meses de amor

Tantas vezes se durmir
Sem comer, ou até mesmo sem sorrir
Tudo para o filho
Que ela não quer que se humilha

Batalha dia e noite
Para termos um sorriso brilhante
Não construi a sua vida
Para nos ajudar a construir a nossa

Umas felizes pelo trabalho que fez
Outras arrependidas pelo o que não fez
Mas todas conquistaram
O espaço que temos hoje

Qual será a recompensa?
Um sorriso do filho?
Talvez retribuir aos que virão
Um pouco do carinho que recebemos.  

SUCUPIRA MAIS QUE UM MERCADO, UMA FONTE DE VIDA

Barulho, hiaces, caixas, bidões e muita circulação das pessoas, este é o cenário que se verifica no sucupira na manha do sábado.
      Muitas pessoas chegam do interior de Santiago com sacos, balaios e outros. Ao som da música as vendedeiras desembarcam e arrumam os seus produtos. Na porta estão muitos imigrantes Africanos que vivem em Cabo Verde.
       Os funcionários das operadoras t+ e cv móvel estão também na porta a procura de clientes.
       São muitas pessoas que vão a procura de produtos e muitas também que vão para mais um dia de batalha.
 Mandiaye Mbaye não fica de fora. Imigrante Senegalês e vive em cabo verde a 5 anos. Tem uma barraca no sucupira e vende produtos de madeira como quadros, bijutaria, mobiliários e muito mais. Lendo o alcorão livro sagrado da sua cultura, Mandiaye Mbaye conta-nos a sua história e o seu dia-a-dia.
     Diz ele que veio a Cabo Verde a procura de trabalho e uma vida melhor, pois lá não tem trabalho para ele e nem como viver. Cabo Verde é o pais ideal para ele porque ganha e come todos os dias e ainda o lucro dá para enviar á família em Senegal.
      Cabo Verde é tudo o que ele precisa visto que ele mesmo nos diz que é bem aceite e não sofre preconceito. Apesar de tudo isso Mandiaye Mbaye sente se triste devido a distancia em que  se encontra da família. Faz falta mais nas ocasiões de festas e de comemorações afirma ele.
       Muitos dos imigrantes africanos vendem ouro, telemóveis e outros trabalhos. Mas ele prefere este trabalho porque ele mesmo o faz e com muito gosto.
   Lá no fundo do sucupira assim como Mandiaye Mbaye encontra_ se Sandra Vieira  e Audilia Gomes a espera de Irlanda Tavares. Três mulheres batalhadoras e mãe de família. Dos muitos trabalhos que há na sucupira elas preferem embelezar as unhas das mulheres cabo-verdianas.
     Segundo elas o salão é o lugar que elas preferem trabalhar. Mas as mesmas não possuem condições de o ter. 150 Escudos é o preço, tanto para as mãos como para os pés, apesar de que elas compram materiais muito carro.·
    O lucro não compensa o cansaço nem o custo mais dá para o sustento da família. Segundo Audilia nos conta, muitas pessoas tem receio de pintar as unhas da cor vermelha, isso por causa do preconceito existente em volta das pessoas que pintam as unhas dessa cor. Mas agora esta na moda.
Delcy Freitas é uma das clientes, diz que faz as unhas para se sentir bem. Segundo ela nos conta a mesma prefere fazer as unhas no sucupira porque desde a sua primeira vez foi la. Faz as as unhas 4 vezes por mês se tiver dinheiro, e se não tiver elas o façam porque ela é freguesa.
     As horas passam e o espaço onde elas trabalham começa a ficar cheio de gente. A famosa Irlanda chega para mais um dia de arte. De blusa rosa, bolsa rosa que combina com as unhas ela relata nos como chegou a aquele espaço com o objectivo de fazer as unhas. Tudo começa quando uma amiga lhe pede para pinta-la as unhas. Ao pintar as unhas da amiga cada pessoa que passa vê e gosta. Daí muitas pessoas lhe sugere que começa a trabalhar nessa área, afirma a Irlanda.
      Começa sozinha e depois chama a Audilia e Sandra para a ajudar devido ao número de clientes. Não fez nenhum tipo formação na área, mas em cada unha ela faz verdadeiras obras de arte, visto que ela mesmo nos diz que cada pé que sobe em cima das pernas da mesma, é uma inspiração nova.  começa a fazer ramas depois flores.
E agora diversos desenhos. Desde o começo clientes não as faltam e ela mesma diz “clientes graças a deus todos os dias da manhã a tarde.”
        Mandiaye Mbaye, Irlanda Tavares, Audilia Gomes e Sandra Vieira são prova de que a vida é algo que não se encontra em casa, e a procura dela é cada vez mais difícil, mais com bastante optimismo e força de vontade tudo se torna fácil e possível

MULHERES NO PODER

José Maria Neves esteve a frente de milhares de mulheres cabo-verdianas no parque 5 de Julho para o inicio de mais uma campanha eleitoral.
      Filu foi o primeiro a discursar colocando as mulheres contra o MPD e Carlos Veiga, disse que o mpd quer levar cabo verde de novo para a década dos 90 usando medidas drásticas como a violência.
Ainda ele comparou a campanha de Carlos Veiga com a da Guiné-bissau. Ao longo do discurso filu tentou levar as mulheres na sua conversa e fazendo-se de esperto com a frase eles cavam e nos semeamos só espero que ele saiba fazer uma óptima sementeira.
     José Maria neves garantiu que vai continuar a apostar nas mulheres assim como tem feito nos seus anos de governo. Para que isso aconteça temos de unir os nossos corações. Durante todo o seu discurso tentou colocar as mulheres contra o mpd e ainda disse que a nossa época é de ipod e que antes era de vingança e ódio. Paicv é um partido que caminha para o futuro.
       Se cabo verde fosse povoado so com as mulheres paicv já estaria no poder de novo devido a quantidade de mulheres que la estavam. Mas o paicv continua a seguir o mpd, uma vez que mpd já tinha realizado o encontro com as mulheres.
        Assim como sempre o encontro foi de promessas e mais promessas que não serão cumpridos até o fim do mandato.
       

MULHER

Mulher

Mulher mãe
Mulher filha, tia, avo, irmã,
são infinidades de estatutos
ocupados por ela,

Uns escolhidos, outros nem por isso
mas todos eles dignifica a mulher,
tudo cabe nela

amor, paixão, generosidade, bondade
até mesmo o homem,
tudo passa pela mulher,

uma preciosidade que precisa ser tratado com delicadeza,
quem maltrata  mulher,
não tem amor no coração,
não tem sangue nas veias,

porquê castiga-la?
Por ignorância, ou por vingança?
Talvez por vê-la como inferior.






ENTRVISTA COM EMÍLIA MONTEIRO PROFESSORA DA UNIVERSIDADE JEAN PIAGET DE CABO VERDE

A mulher desempenha um papel central na sociedade cabo-verdiana e têm vindo a reforçar o seu papel a cada dia. Na verdade, a mulher cabo-verdiana tem desempenhado um papel fundamental na construção da nação cabo-verdiana que se quer cada vez mais, uma sociedade de paz e de repúdio a violência, de desenvolvimento social e económico, de partilha e de cidadania efectiva. Em uma entrvista com Emília Monteiro professora e investigadora da universidade Jean Piaget de Cabo Verde, podemos ver que ela é uma das mulheres determinadas que vem dando um contríbuto significativo para a igualdade de géneros.

     Como foi a sua aceitação na área de informática que é denominada como uma área dos homens?
R: Pelo que eu acho, penso que foi normal.

      Foi fácil encontrar o 1º emprego?
R: Foi sim, porque mesmo antes de terminar o curso já estava a trabalhar.

     Como sentes quando estás entre vários profissionais em que a maioria é os homens?
R:Sinto-me bem e todos os meus colegas de sala são homens e sou tratada de igual para igual sem ter em conta a minha condição feminina.

     Como vês a mulher na nossa sociedade hoje?
R: Bastante mais activas competentes e competitivas.

      Achas que a mulher teve algum papel no desenvolvimento de cabo verde?
    R: Claro que sim, mesmo como donas de casa sem uma profissão fora de casa tiveram um papel muito importante na educação dos filhos que tornaram esse país muito melhor.

    Hoje se regista um grande nº de mulheres, vítimas de violência doméstica. Do seu ponto de vista como devemos combater esse fenómeno?

R: É uma situação complicada que tem haver com a questão da falta de equidade entre homens e mulheres, muitos homens ainda não conseguem aceitar que podemos ser melhores que eles em muitos aspectos sobretudo num mundo que consideravam os donos. Uma das soluções passa pela sensibilização da causa.

     Quem é Emília fora do trabalho?
R: Do trabalho sou uma mãe, dona de casa, mulher com a mesma determinação em que sou na minha profissão.
    
 Qual é a mensagem que deixas para toda as mulheres?
R: Força estamos num bom caminho e podemos fazer muito mais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

JORNALISMO EM CABO VERDE

Editorial

Falar do jornalismo cabo-verdiano é falar do nosso primeiro passo numa longa caminhada que ainda temos a percorrer.
Temos uma televisão estatal, muito contestada por quase todos os sectores da sociedade; temos televisões privadas que não trouxeram nada de novo ao panorama nacional - são mais canais de entretenimento do que estações que se dedicam a um jornalismo sério e credível.
Temos jornais impressos que são conotados com partidos políticos, ou seja, quando queremos ver falar mal de um partido, compramos um jornal, e se queremos ver as notícias más sobre o partido B, compramos o jornal C.
A nível radiofónico, o País está melhor servido, tanto a nível da diversidade, como quanto ao alcance que as radios atingem. Os jornais on line são o mesmo dos impressos, a nível de conteúdo, práticamente é a copia do jornal impresso na tela de um computador; e temos ainda os blogs, onde podemos encontrar opiniões de cidadãos comuns sobre a actualidade.

A política é uma outra pedra no sapato do jornalismo cabo-verdiano, os órgãos estão todos politizados, nunca nenhum evento é simplesmente divulgado, há sempre uma reconstrução com a selecção das entrevistas, dos discursos e personagens, na maioria das vezes são os políticos, principalmente nas estações televisivas. Talvez se tivessemos jornalistas bem pagos terias menos politização no jornalismo cabo-verdiano, pois não teriam necessidades de aceitar dinheiro ou outras coisas dos partidos políticos.
 Os jornalístas em cabo verde vejam -se como rivais e não como colegas de trabalho, que lutam pela mesma causa: melhores condições de trabalho, melhor salário e um estatuto na nossa sociedade.

  Não se fomenta um jornalismo investigativo, não se aprofundam os temas, que ficam pelo tratamento circunstancial de uma breve notícia. E não se aposta na continuidade ou no seguimento das histórias.

Em Cabo Verde, como noutras paragens, é cada vez mais comum, os meios de comunicação serem propriedade de grupos económicos limitados.
Esta concentração da propriedade dos meios comunicação social num reduzido número de grupos económicos, pode ameaçar o poder de intervenção no espaço público e manter nas mãos de um clube restrito a capacidade de recolher, tratar e difundir a informação. Outra consequência dessa concentração é a maximização do lucro, emagrecendo as redacções com políticas de baixos salários e uma situação precária dos jornalistas, o que aumenta os riscos de prevaricação entre jornalismo e política.

É caso para concluirmos que o jornalismo cabo-verdiano ainda está longe de ser um motor de transformação social no nosso país. 

sábado, 16 de junho de 2012

PRISÃO PERPETUA HOSNI MUBARAK

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, de 84 anos, foi condenado  à prisão perpétua pelo Tribunal Penal de Cairo, que o declarou culpado pela morte de manifestantes durante a revolta popular que levou à sua renúncia em fevereiro de 2011.

Também foi condenado à mesma sentença o ex-ministro do Interior do governo de Mubarak, Habib al-Adli, pela mesma acusação, enquanto seis de seus ajudantes acabaram absolvidos por não haver provas indubitáveis de sua implicação, segundo o tribunal.
A Promotoria havia pedido a pena de morte para o ex-presidente, acusado de ter ordenado disparos contra os participantes dos protestos que eclodiram em 25 de janeiro de 2011.

Por outro lado, a corte, presidida pelo juiz Ahmed Refaat, absolveu dois filhos de Mubarak, Alaa e Gamal, e o empresário Hussein Salem, processado à revelia, das acusações de enriquecimento ilícito e danos aos fundos públicos por considerar que esses delitos prescreveram.

A sentença do ex-ditador foi acolhida com tumultos, no tribunal. Muitos consideram a pena de prisão perpétua ligeira: a acusação tinha requerido a pena de morte para Hosni Mubarak.
Aos 84 anos, Mubarak é o primeiro dos dirigentes depostos pela Primavera Árabe a comparecer pessoalmente em Tribunal.
O veredicto surge entre as duas voltas das primeiras eleições presidenciais, no Egipto.